domingo, 2 de janeiro de 2011

Passeio Telescopico em Marte


O WorldWide Telescope (WWT), um serviço que possibilita a exploração virtual do Sistema Solar, dispõe de uma nova funcionalidade que permite fazer passeios interactivos por Marte, acompanhados de comentários de cientistas e ainda explorar este planeta através de imagens de alta resolução.

O WWT-Mars Experience, lançado pela Microsoft Research e pela NASA, resulta do trabalho que tem vindo a ser conduzido desde o início de 2009 pela empresa americana em parceria com cientistas de diversos países.

Através desta ferramenta, o utilizador pode passear por todo o planeta e, ao encontrar um ponto de interesse, aproximar a imagem até perceber detalhes na superfície marciana. "É uma experiência que torna possível ao utilizador sentir como se estivesse realmente lá", disse Dan Fay, responsável pelas iniciativas para Terra, Energia e Meio Ambiente da Microsoft Research.

O objectivo desta novidade é encontrar formas criativas e eficientes de empregar as imagens obtidas pelas missões da NASA, disponibilizando-as ao público em geral. "Quisemos facilitar o acesso a essas imagens únicas para toda a gente. Através do WWT fomos capazes de construir um interface para o utilizador que permite usufruir desse conteúdo valioso", referiu Fay.

O WorldWide Telescope é uma ferramenta que permite que o computador pessoal funcione como um telescópio virtual, reunindo imagens obtidas por observatórios e telescópios espaciais. Para criar a nova experiência marciana, o grupo de Fay trabalhou em conjunto com o de Michael Broxton, do Centro de Investigação Ames, da NASA, especializado na aplicação da visão computacional e do processamento de imagens a aplicações em cartografia.


Para Broxton, divulgar ao grande público os resultados dos trabalhos dos cientistas da NASA é uma parte importante da missão da agência. "A NASA tem um historial em oferecer ao público o acesso às imagens obtidas nas suas missões. Através de projectos como o WWT, podemos disponibilizar um acesso mais amplo, de modo a que futuras gerações de cientistas possam descobrir o espaço de novas formas", frisou Broxton.

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